Igreja Paroquial de São Martinho do Bispo

Dados do Património
Nome: Igreja Paroquial de São Martinho do Bispo

A Igreja Paroquial, de invocação a São Martinho do Bispo, foi reformada em finais do século XVIII. Guarda da época anterior a porta principal, do século XVIII, a torre de 1733, e da época medieval deve ser um arco reposto pelo parte posterior do altar-mor, a ressalva o trono, na sacristia uma portinha chanfana, do século XVI.
O actual templo a amplo com larga nave, a fachada segue um traçado neoclássico – dois corpos laterais, vincados por pilastras e um central maus elevado que forma arco ornamental, enquadrando este um óculo, inferiormente a janela do coro e o largo arco que forma átrio, nos laterais há janelas do mesmo tipo das dos flancos da igreja.
O átrio, coberto de abóbada curva e de tijolo, precede a referida porta da Igreja seiscentista. Tem ela o vão rectangular e jambas molduras, sendo enquadrada de pilastras com entablamento e um frotão intereonpido por um nicho. No chão do átrio, crava-se grande campa com dizeres repassados de humildade e que poderá ser a do pároco que começou ou fez a reforma da Igreja: “SEPULTURA DO PADRE ANTONIO DA CUNHA REBELLO INDIGNO PAROCHO DES IGREJA E FREGUEZIA 1780”
A porta lateral, de verga curta, tem cabeceira com cimalha angular. Cobre a nave, um largo tecto de madeira, em caixotões singelos. Contém cinco altares antigos, o retábulo principal é de primeira metade do século XVIII, com modificações posteriores, tendo colunas torcidas e grinaldas de flores no cavado. Fecha o trono, uma tela de São Martinho celebrando Missa.
Os dois retábulos colaterais e mais dois encostados as paredes do corpo e fronteiros, no espaço do cruzeiro, são de final do século XVIII, de madeira policromada, idênticos dois a dois, com aspecto mais movido e maior número de ornatos conheados, os do corpo, têm duas colunas cada, anjos acroterais e glória solares.
As esculturas de madeira são correntes. São Martinho, do século XVII. Senhora dos Remédios, da segunda metade do século XVIII, no altar-mor, Senhora da Conceição do século XVIII. Santo António, pequeno, do século XVIII, sobre o arco do cruzeiro, um Crucifixo, de madeira, datado do século XVII. Na sacristia, pode-se observar outro crucifixo, contorcido, do século XVIII, também vulgar.
Panos de azulejos estão aplicados na capela-mor e no cruzeiro São de fabrico de Coimbra, da segunda metade do século XVIII, dos enquadramentos concheados. Representam na capela-mor, São Martinho celebrando, ao lado esquerdo. Aparição de Cristo a São Martinho, no outro lado, no cruzeiro, estão, ao evangelho, São Domingos a quem aparece a Virgem e Santo António. Á epistola de ceia, e a Senhora da Conceição, aludindo aos titulares antigos dos altares a que se ligam.
As duas pias de agua benta da entrada, de concha lavrada e alvéolo, superior também lavrado setecentista, não são vulgares.
Existe uma pequena bandeira de procissão, e com bastante uso por isso, de duas faces, ornada, e uma tela a cada lado, de pintura de Pascol Parente, com colorido mais rico que o seu habitual; apresenta numa face, Cristo crucificado e a assinatura, “Paschalis Parente pinxit per suam deuuozionem 1756”, noutra, a Senhora do Rosário e as letras PP.